Como pensei a nossa amizade havia mudado, e pra melhor.
Estávamos juntos todas as horas, quando ela estava mal eu sabia sem perguntar, trocávamos sms todas as horas, saiamos juntos, e os meus sentimentos aumentavam.
Naquele dia de primavera, a brisa trazia perfumes para todos os lugares, e em cada lugar era um perfume diferente e agradável. Como todo final de semana, depois da tragedia ocorrida, nós saiamos dar um passeio, rir e se divertir, e como era primavera decidir fazer um piqui-nique, peguei minha bicicleta e fui em direção da casa dela, que era dois quarteirões antes do meu, chegando lá o pai dela me puxou para uma conversa, até que era normal, pois eu ia todos os dias na casa dele, mas o olhar dele não era de muitos amigos, ele foi ao pé da escada e aviso que eu estava lá, e voltou a olhar para mim, falou que não queria ver sua filha chorando novamente, eu concordei, não queria e não iria faze-la chorar, a conversa acabou quando ela chegou...Ela estava deslumbrante, seu cabelo preso a uma trança, com um macacão jardineira, parecia uma menininha de dez anos, nem parecia que ela tinha dezesseis.
Fomos em direção do campo, fizemos uma brincadeira de quem iria chegar primeiro, e é claro que eu deixei ela ganhar, pois eu queria ver o sorriso dela mais e mais vezes...O sol estava indo embora, os raios alaranjados aumentavam o ar de romantismo, deitado no colo dela, olhava em seus olhos, e foi ai que meus sentimentos gritavam mais alto, e a beijei.
Ambos envergonhados, e o final desastrado. Voltamos quietos, um ao lado do outro na bicicleta, ela olhava para frente, e eu olhava para ela, quando chegamos em sua casa, ela se despediu com um beijo no rosto.
Me sentia um idiota, várias questões foram se criando em minha cabeça, mas não queria pensar em respostas.
By.: Thata
By.: Thata
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