Já estávamos fazia dois meses, e naquele mês era o aniversário de dezessete anos dela, não teria festa só um jantar, entre familiares e amigos, incluindo meus pais, estava procurando o presente ideal, perfeito para ela.
Uma semana antes do aniversário pedi para uma amiga dela perguntar o que ela queria ganhar do namorado, e como sempre ela disse que queria que durasse, então tive que recorrer a um presente que eu queria ganhar, nada de coisa de menino e sim presente unissex, estava decidido iria oficializar nosso namoro com uma aliança.
Conversei um pouco com os pais dela, a mãe dela foi agradável e me deu um anel dela para achar o tamanha, já o pai dela não gostou muito da ideia, achava que aquilo não passava de uma atração, ele queria que aquela “palhaçada” terminasse, tive que me conter para não gritar ou arranjar briga, ele era e ainda é o pai dela, dei motivos para ele aproveitar esse namoro, essa conversa demoro dias, ele aceitou o namoro, contra a vontade dele.
No aniversário dela, tudo estava pronto, a aliança, as flores, a frase, tudo, seu pai me vigiava o tempo todo, não deixava nem eu subir no quarto dela, ele tinha, e ainda tem, medo que sua filha engravidasse cedo, mas eu não sou capaz de estragar a melhor parte da vida dela, quando ela desceu aquelas escadas com o vestido preto mais lindo que eu vi na minha vida, não parecia a melzinha que conheci no meu aniversário de 2 anos, ela parecia uma mulher de seus vinte e dois anos, naquele momento pensei “ Será que ela é muita areia para o meu caminhão ?” meu pai apertou meu ombro e entregou a aliança, fui em sua direção fiquei de joelhos, novamente o nervosismos veio me assombrar, minhas mãos tremiam, eu suava frio, ela estava vermelha, só ouvia os gritos de minha mãe misturado com a mãe dela, entreguei as flores, e falei:
“ Dezessete anos com você, e um sem você ! Sabia que eu tinha que fazer aquela festa de dois anos, quando você apareceu com seu um ano de vida, já era linda, foi a partir daquele momento que me apaixonei, e agora eu tenho certeza que você é a mulher de minha vida. Namora comigo ?”
Tirei de meu bolso a aliança, seus olhos inundaram de lágrimas, dava para ouvir o seu coração, ela em um sussurro disse sim, alivio, a tensão havia ido embora, me levantei, coloquei a aliança em seu dedo, olhei em seus olhos, e disse:
“ Permita me lhe beijar!”
E a beijei, naquele momento, nada importava, quero dizer quase nada, o que importava de verdade era ela, me aceitando e me beijando...me amando.
By.: Thata
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